Rebobinando Traumas de Amigo Oculto

29 de novembro de 2016
Hello pessoas lindas!!!

Há coisas que são típicas do final de ano (especial Roberto Carlos, família que vem de longe só pra comer na sua casa, música da Simone). E uma delas, que não falta em escolas, faculdades e empresas; é o amigo oculto.

Nós poderíamos rebobinar o que há de melhor na brincadeira, mas pensando bem, o negócio foi meio que traumatizante. 

Nunca me esqueço do dia em que... Bem, conto logo mais. Cliquem nesse coração e venham rebobinar os traumas do amigo oculto.


O trauma começa na escola. Moro numa cidade pequena, então sempre estudamos com as mesmas pessoas. 

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Acho que começamos com o lance do amigo secreto já na sexta série. Posso afirmar que da sexta até o terceiro colegial era a mesma coisa.

As primeiras pessoas que davam ideia para a brincadeira eram eu e meu grupo de amigas. O restante da sala tinha uma resistência terrível, ninguém queria brincar. Mas nós, as ardidas, fazíamos um drama daqueles: "vamos sair dessa escola". E por incrível que pareça, os demais alunos tinham medo que essa promessa se cumprisse, eles acabavam aceitando. 

Não pensem que as brigas terminavam nesse ponto. A hora do sorteio dos nomes era outra confusão. 

O representante da classe ficava responsável em cortar os papéis bem como escrever os nomes dos alunos. Em minha sala não tinha uma pessoa honesta meu povo, sempre havia algum tipo de marcação para ficar mais fácil para as panelinhas tirarem seus amigos. E sempre havia um dedo duro. Pronto, briga para todo canto, nesse momento metade das pessoas desistiam de brincar e era necessária a intervenção de um professor. 

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Sem trapaças, restava fazer mil e uma orações para tirar o nome de alguma best, e quase nunca consegui. Se eu não me engano, foi uma única vez que consegui, não por sorte, por trocar papelzinho mesmo.

Então outra briga se iniciava. A do valor do presente. Sempre ficava algo livre e no intuito de nos conhecermos melhor, sempre falávamos aquilo que gostávamos para dar uma dica ao amigo. 

O que não adiantava muita coisa. Eu sempre falava do que não gostava. Gente, odeio artigos para casa, simples. E juro que, na maioria das vezes, ganhei de presente pano de prato.

Sim, dos mais variados tipos. Sempre era a mesma pessoa que saía comigo e ela insistia em me dar pano de prato. Uma única vez ela me deu um bibelô (horrendo, sem o nariz), mais tarde descobri que era da mãe dela e estava quebrado (óbvio) por isso que ela havia me dado. 

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Sou traumatizada com isso, mas acho que "minha amiga" ficou mais. Afinal, eu nunca fui discreta, demonstrava claramente e com muito mau humor, que havia odiado o presente. E sabem o que é pior? Quando chegava em casa, ainda ouvia um sermão da minha avó por ter "ganhado uma porcaria" e do meu avô dando lição de moral que precisava me contentar com o que tinha ganho, era um presente e ponto. 



É feio isso, tenho ciência. Mas, era apenas uma pobre criança, estou perdoada né?

Porém, por duas vezes, quem saiu comigo foi minha best Daisy. Ambos os presentes foram lindos, maravilhosos. Mas, ela gostava de sacanear. Colocava muitas caixas dentro da outra, eu ficava quase 10 minutos só abrindo o presente dela e era muito constrangedor. Quando finalmente encontrava o presente, ficava na dúvida se a abraçava ou se a estrangulava. Claro que a primeira opção foi a escolhida, pois afinal minha amiga sempre teve bom gosto.

Na faculdade sempre caí fora da brincadeira. Tinha trauma né gente? Acho que depois da minha experiência escolar, participei nos trabalhos que tive. 

Mas, três coisas nunca mudam: a pessoa chata que fica gritando "é eu!!" na hora da apresentação do amigo secreto; todo mundo querendo o presente que está embalado numa caixa grande (eu não, graças a Daisy) e o chato que põe pilha em todos os dias que antecedem a brincadeira e falta. 

Pensando nisso, euzinha montei uma lista de bons modos para o amigo oculto:

1) Não trapaceie:
A melhor coisa do amigo oculto é você não saber nada sobre a pessoa. Por mais que seja tentador, não troque o papelzinho. As vezes é o momento para fazer as pazes com aquele colega chato, para conhecer melhor aquele crush dos recursos humanos... e por ai vai.

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2) Não trapacear é diferente de nunca trapacear: 
Entendam isso! As vezes é necessário trocar o papel. Em casos de: sair com o(a) ex; sair com o(a) amante do ex; etc etc. 

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3) Jamais dedure:
Deixa de ser chato(a) né? 

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4) Não seja machista:
Nós mulheres, ao contrário do que a sociedade coloca, não gostamos de coisas para casa. Se amigo secreto fosse para dar pano de prato, tuppeware, panela, se chamaria chá de cozinha. O presente é para a pessoa usar com ela mesma, entenda isso pelo amor de Deus. Se você já comprou o seu presente e ele é um pano de prato, bota fogo agora. 



5) Seja para quem for, escolha aquilo que agrade:
Não importa se você odeia a pessoa que tirou, nesse momento é preciso ter maturidade. Escolha o que vá agradar, tente conversar com quem é próximo para conhecer mais a respeito da pessoa. E hoje tem recursos mais discretos: adicione seu amigo nas redes sociais, com certeza terá dicas do seu gosto.

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Não faz essa cara, você sabe que tenho razão.

6) Tenha compromisso:
É uma brincadeira, claro. Porém, a partir do momento que você topou, todos contam com a sua presença. Não seja sacana, não falte. Se acontecer algum imprevisto, avise e de preferência, envie o presente por algum colega. 

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Nem adianta, seu nome está lá, agora é preciso honrar.

7) Meias não!
Ainda preciso explicar? Se bem que, tem algumas pessoas que gostam...

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8) Sinta o espírito de natal!
Se o amigo oculto foi traumatizante e você sentiu vontade enfiar o presente que ganhou goela abaixo do "amigo", respire fundo e sinta o cheiro de natal. Perdoe. Se conseguir não sentir uma pontada de raiva da pessoa que te traumatizou na brincadeira no próximo ano, me conte, porque ontem mesmo eu vi a menina que insistia em me dar pano de prato e senti um ódio mortal.

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Brincadeira né gente? O importante é brincar.

Mentira, eu tô muito traumatizada, vou terminar esse post e procurar essa menina pra conversar, só pode ser perseguição. Um bibelô com o nariz quebrado? Pano de prato? Tchau gente, preciso resolver minha vida agora.














Post por: Bia Gonçalves
Sua maior paixão são os livros que lhe fazem viajar. Odeia mesmices, por isso adora se aventurar nas páginas de uma boa fantasia e se prender a um terror daqueles de parar o coração.
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18 comentários:

  1. Acho que vc precisa de terapia, Bia!
    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Rolei de rir com o post! Sério!
    Fiquei imaginando sua cara falando tudo isso e, claro, sua cara ao receber um bibelô de nariz quebrado e tantos panos de prato!
    Amigo oculto sem trauma não é amigo oculto!
    Kkkkkkkkkkkkkkk

    Beijos!
    E adorei as dicas! Arrasou! ShUIAHsuiHAs
    Fabi Carvalhais
    pausaparapitacos.blogspot.com.br

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    1. kkkkkkkkkk sim, preciso!!!
      Agora estou vendo que deveria ter colocado o último que participei, foi entre blogueiras e foi perfeito. Até queria repeteco.
      Beeijos

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  2. Oi Bia! Adorei o post!
    Hahahahaha Nossa! Você teve uma experiência muito traumatizante com a brincadeira do amigo oculto! Pano de prato? Ninguém merece! hahaha Eu nunca gostei de participar dessa brincadeira. Não me lembro de ter ganhado algo muito ruim, mas nunca gostei de ter que escolher o presente para a pessoa que eu tirei. Normalmente eu pedia para a minha mãe comprar. Eu odiava dar algo que eu não sabia se a pessoa ia gostar. Por isso parei de brincar. Simples assim. Chega de trauma! Hahahaha ;)
    Bjos!

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    1. Realmente é uma luta a hora da escolha, também sofri muito.
      Beeijos ♥

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  3. Eu totalmente entendo esse post, pois sofri muito com presentes que não eram legais e tudo isso, então achei o máximo esse post hahaha os gifs completaram, adorei!

    http://www.leitorasvorazes.com.br/

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  4. Biiiia morrendo d ri aki!!!
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Não tem como não lembrar desses traumas né...
    Pior era qdo a pessoa q saiu com vc não aparecia...akilo me matava!
    ou qdo dvam esses presentinhos q nd tinham a ver com a gte...
    Bjs

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    1. Aiii esse trauma (graças a Deus) não passei, mas ficava p*** com essas pessoas. Gente quanta falta de responsabilidade né?
      haha
      Beeijos

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  5. Pano de prato, meeeeeu Deus! E coisa dos outros então? Tinha uma amiga que uma vez ficou fula, mas fula de voltar pra casa bufando de raiva. Porque comprou um presente bacana, gastou até mais do que a grana estipulada e sabe o que ganhou? Um par de brincos. E não qualquer par de brincos: um par de brincos VELHOS E USADOS!
    Não sabia se ria ou chorava por ela, tadinha.
    É cada coisa horrorosa que o povo dá. Acho que seria legal mesmo era se fizessem um amigo oculto da zoeira de uma vez. Sabe, falar pra geral: tragam o presente mais tosco e zoado que puder, pra tirar uma com a cara da pessoa. Ao menos assim todo mundo ria e se divertia, não é não? Sem ficar a pressão de qual presente dar...
    Por essas e outras que nunca gostei desse negócio =/

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    1. Oi Cris! Caraca, entendo perfeitamente sua amiga, pq brinco usado empata com bibelô quebrado.
      Concordo, se é pra dar coisa feia, bora fazer um amigo da onça né?
      Beeijos

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  6. Pano de prato é o cúmulo! Hahahahah
    Sinto muito que você tenha experiências tão traumáticas, Bia, eu mesma nunca participei de amigo oculto, só "amigo da onça" mesmo, onde os presentes têm mesmo o intuito de ser sacanagem entre todo mundo, acho inclusive que essa sua "amiga" tava confundindo as coisas por todos esses anos! kkkk
    Mas mesmo assim acho amigo oculto algo bem delicado, e se puder, vou continuar evitando de participar :/

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    1. Ahh confundiu, ela me sacaneou mesmo viu. Ainda terei uma conversinha com esse ser kkkkkk.
      Mas, o bom do amigo oculto da minha época é que rendeu um post triste e engraçado né? No fim, tudo tem seu lado bom.
      Beeijos ♥

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  7. Hahaha! Esse post está maravilhoso!
    Coitada de você, é muita sofrência! hahaha.
    Me identifiquei com sua descrição de amigo oculto na escola, pois também morava em cidade pequena, onde os colegas praticamente eram sempre os mesmos, independente da série. Tudo muito parecido...trocávamos papéis para escolher quem queríamos como amigo oculto, mas raramente dava certo. E depois, o lance de um presente em uma caixa/ pacote grande e você super feliz, dai começa a desembrulhar e não para mais de sair papel! E o presente, na realidade, é bem pequeno e sempre algo de gozação.
    Não gostava de participar, porque, como comentei anteriormente, eu era bem tímida nessa época e aqueles momentos de destaque, eram a morte pra mim! hahaha. Mas sempre levava um presente bacana para meu amigo! E nem sempre ganhava da mesma forma. Mas faz parte.
    Depois, na época da faculdade, participei de alguns com sucesso, graças a Deus.
    Adorei o post. Beijos.

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    1. kkkk você entende bem então o que quero dizer com amigo oculto de cidade pequena. O mais engraçado é que conhecemos todos, e mesmo assim caímos sempre na mesma situação rsrs.
      Beeijos

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  8. Bia, me abraça! Tenho trauma de amigo oculto, kkkk... Posso explicar, da alfabetização a 4ª série, todos os anos (SIM!) eu e um colega nos tirávamos como amigos, a questão é que talvez seja paranóia minha, mas tenho quase CERTEZA que era armação das professoras, porque ele era um chato irritante e me mandava cartinhas de amor desde os 6 anos, você não faz ideia, o meu ódio por ele era algo sobrenatural, e nossas mães e as professoras estavam sempre inventado algo, o ápice do meu ódio culminou em um cartão de natal com um coração cantante, o qual destrocei e mesmo assim o negócio não parava de tocar, acabei arremessando do segundo andar de casa e fiquei dois anos sem falar com ele. kkkkkkkkkkkk...
    Viu que viajei, né?
    Beijos.^^

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    1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk rindo alto de você Sinéia. Acho que todo mundo tem trauma né?
      Beeijos

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  9. kkkkkkkkkkkkkkkk .... Ri demais com esse post, mas é tudo verdade! Acho que por isso a sala que eu trabalho não faz mais o "amigo oculto" há anos... Nos reunimos num almoço, conversamos muito e vamos embora pra casa rir uns dos outros.
    Adorei,
    Beijão,

    Drica.

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    1. hahahaha Drica, que bom que minha lástima provocou risos kkkk. Eu mesma rio muito dessa passagem.
      Hoje também não brinco mais, o último foi com as meninas blogueiras e deu super certo.
      Beeijos

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